NOSSA HISTÓRIA

93 anos de trabalho dedicado à inclusão social, autonomia e dignidade para a comunidade de pessoas cegas e com baixa visão.

Tradição & Vanguardismo

"A jornada do Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores começou com a visão e a determinação de um grupo que buscava dignidade e autonomia para os cegos em Campinas."

1933 • A Semente da Inclusão

A Fundação e os Pioneiros

Fundado oficialmente em 22 de abril de 1933, como “Liga Campineira dos Cegos Trabalhadores”, a iniciativa nasceu da profunda necessidade de pessoas cegas se tornarem úteis à sociedade e de garantir seu próprio sustento de forma honrosa. Entendia-se que apenas uma sociedade juridicamente constituída poderia direcionar e proteger o trabalho dos cegos, resolvendo, assim, sua situação social.

A semente do ICCT foi plantada por um pequeno e corajoso grupo, que incluía professores cegos e outros visionários: Dante Egrégio, Mário Chaves, Geraldo dos Santos Hummel, Benedito dos Santos Vieira, Avelino de Campos, Domingos Zampini, Arthur Fonseca, Nicola Paceli, João Virgineli e Constâncio Gomes.

Primeira Reunião Histórica: Ocorreu em 27 de maio de 1933, na antiga sede do jornal “Correio Popular”. A primeira diretoria aclamada (Ata Nº 1) tomou posse com: Dr. Romeu Tórtima (Presidente), Dr. Joaquim de Castro Tibiriçá (Secretário) e Dr. Adhemar Ribeiro (Tesoureiro).
Fotografia antiga em preto e branco dos pioneiros e fundadores do ICCT

Pioneiros e membros fundadores do ICCT em registro histórico solene.

Fachada do edifício antigo do instituto no centro de Campinas

Primeiras instalações da instituição cedidas pelo município na Rua Regente Feijó.

1934 • Apoio Comunitário & Oficinas

Os Primeiros Apoios e Atividades

A ideia da criação do Instituto rapidamente ecoou na imprensa local e encontrou respaldo nas autoridades. Uma Comissão Organizadora obteve do Prefeito Municipal a promessa de um prédio para abrigar o instituto, suas oficinas e a escola. A comunidade campineira aplaudiu a iniciativa, e o quadro social inicial rapidamente alcançou 400 associados.

Em 14 de julho de 1934, a instituição adotou oficialmente o nome Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores (ICCT).

As atividades iniciais foram focadas em habilidades essenciais para a autonomia: o ensino de Braille, solfejo e piano, além da produção artesanal de itens como escovas, vassouras e espanadores. Naquela época, os cegos também tinham a possibilidade de morar no Instituto, um amparo social fundamental.

1948 - 1954 • A Grande Sede da Washington Luís

O Legado e o Modelo para o Brasil

A construção da sede própria foi um feito viável graças ao legado da benemérita Dona Risoleta Ferreira Jorge, que em 1948 deixou para o Instituto parte de sua chácara: uma expressiva área de 19.700 m² de terreno, com o objetivo específico de ser utilizada para atividades ligadas aos deficientes visuais.

A ambiciosa obra de construção teve início em 1951, financiada com recursos meticulosamente arrecadados e guardados ao longo de uma década. Em 21 de abril de 1954, a nova sede foi inaugurada com 2.028 m² de área construída, abrigando oficinas, salas de aula, salão nobre, biblioteca, refeitório e dormitórios.

Liderança Exemplar: Um mérito especial coube ao presidente da época, o jornalista Sylvino de Godoy, que esteve à frente da presidência por 16 anos, liderando a edificação deste marco social em Campinas.
Construção das obras do edifício do ICCT em 1951

Obras de alvenaria e estrutura da sede própria na década de 1950.

Acervo Memória Viva

Galeria de Registros Históricos

Imagens que documentam nove décadas de conquistas, edificações e momentos comunitários.

Cerimônia de inauguração com pátio e monumento memorial

Inauguração & Homenagem

Descerrando fita inaugural diante do busto memorial na instituição.

Área externa e de convivência do instituto com fonte de Santo Antônio

Área Externa & Convivência

Fonte decorativa com estatueta de Santo Antônio no pátio interno.

Reunião solene e apresentação de trabalhos nas dependências do ICCT

Encontro Comunitário

Apresentação de trabalhos e assembleia no Salão Nobre do instituto.

Organização da Sociedade Civil (OSC)

Farol de Esperança e Transformação Social em Campinas

Hoje somos uma Organização da Sociedade Civil (OSC), entidade sem fins lucrativos e de caráter filantrópico, reconhecida como de Utilidade Pública pelos governos Federal, Estadual e Municipal, atendendo gratuitamente pessoas com deficiência visual em Campinas e região.

Atendimento Gratuito

Serviço 100% gratuito e humanizado para famílias da região.

+20 Oficinas

Projetos de habilitação, reabilitação e tecnologia assistiva.

Autonomia Integral

Estímulo contínuo à independência e plena integração social.