93 anos de trabalho dedicado à inclusão social, autonomia e dignidade para a comunidade de pessoas cegas e com baixa visão.
Fundado oficialmente em 22 de abril de 1933, como “Liga Campineira dos Cegos Trabalhadores”, a iniciativa nasceu da profunda necessidade de pessoas cegas se tornarem úteis à sociedade e de garantir seu próprio sustento de forma honrosa. Entendia-se que apenas uma sociedade juridicamente constituída poderia direcionar e proteger o trabalho dos cegos, resolvendo, assim, sua situação social.
A semente do ICCT foi plantada por um pequeno e corajoso grupo, que incluía professores cegos e outros visionários: Dante Egrégio, Mário Chaves, Geraldo dos Santos Hummel, Benedito dos Santos Vieira, Avelino de Campos, Domingos Zampini, Arthur Fonseca, Nicola Paceli, João Virgineli e Constâncio Gomes.
Pioneiros e membros fundadores do ICCT em registro histórico solene.
Primeiras instalações da instituição cedidas pelo município na Rua Regente Feijó.
A ideia da criação do Instituto rapidamente ecoou na imprensa local e encontrou respaldo nas autoridades. Uma Comissão Organizadora obteve do Prefeito Municipal a promessa de um prédio para abrigar o instituto, suas oficinas e a escola. A comunidade campineira aplaudiu a iniciativa, e o quadro social inicial rapidamente alcançou 400 associados.
Em 14 de julho de 1934, a instituição adotou oficialmente o nome Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores (ICCT).
As atividades iniciais foram focadas em habilidades essenciais para a autonomia: o ensino de Braille, solfejo e piano, além da produção artesanal de itens como escovas, vassouras e espanadores. Naquela época, os cegos também tinham a possibilidade de morar no Instituto, um amparo social fundamental.
A construção da sede própria foi um feito viável graças ao legado da benemérita Dona Risoleta Ferreira Jorge, que em 1948 deixou para o Instituto parte de sua chácara: uma expressiva área de 19.700 m² de terreno, com o objetivo específico de ser utilizada para atividades ligadas aos deficientes visuais.
A ambiciosa obra de construção teve início em 1951, financiada com recursos meticulosamente arrecadados e guardados ao longo de uma década. Em 21 de abril de 1954, a nova sede foi inaugurada com 2.028 m² de área construída, abrigando oficinas, salas de aula, salão nobre, biblioteca, refeitório e dormitórios.
Obras de alvenaria e estrutura da sede própria na década de 1950.
Imagens que documentam nove décadas de conquistas, edificações e momentos comunitários.
Descerrando fita inaugural diante do busto memorial na instituição.
Fonte decorativa com estatueta de Santo Antônio no pátio interno.
Apresentação de trabalhos e assembleia no Salão Nobre do instituto.
Hoje somos uma Organização da Sociedade Civil (OSC), entidade sem fins lucrativos e de caráter filantrópico, reconhecida como de Utilidade Pública pelos governos Federal, Estadual e Municipal, atendendo gratuitamente pessoas com deficiência visual em Campinas e região.
Serviço 100% gratuito e humanizado para famílias da região.
Projetos de habilitação, reabilitação e tecnologia assistiva.
Estímulo contínuo à independência e plena integração social.